Enquanto muitos brasileiros recebem o salário mínimo nacional de R$ 1.621, profissionais de determinadas categorias no Paraná terão ganhos bem maiores em 2026. Técnicos de nível médio e registradores civis poderão receber até R$ 2.407,90 mensais, valor que coloca o estado no topo da valorização salarial no país.
O impacto desse aumento, porém, é restrito apenas à categorias sem salários definidos por lei federal ou acordos coletivos. Para todos os outros trabalhadores, o salário mínimo nacional continua sendo válido.
Grupos com faixas salariais
O piso regional estadual é dividido em quatro grupos, que variam conforme a função exercida: do Grupo I, com R$ 2.105,34 para trabalhadores agropecuários, florestais e da pesca, até o Grupo IV, que atinge o teto de R$ 2.407,90.
Entre esses dois grupos estão profissionais de serviços administrativos, comércio, manutenção e setores industriais, com salários entre R$ 2.181,63 e R$ 2.250,04.
Segundo o Conselho Estadual do Trabalho, Emprego e Renda (Ceter), os critérios para estabelecer os valores levaram em conta indicadores econômicos, inflação oficial e políticas de valorização do salário mínimo.
Diferenças em relação ao resto do país
Enquanto o Paraná cria pisos regionais bem mais altos, em outros estados a remuneração mínima permanece atrelada ao salário nacional. A lei estadual ainda prevê ajustes caso o salário mínimo nacional seja reajustado ao longo do ano, mas continua limitada às categorias que não têm convenção ou acordo coletivo, deixando grande parte dos trabalhadores de fora do benefício.
Relevância da medida
Para o governo paranaense, a medida fortalece a valorização do trabalho e consolida o estado como referência nacional em políticas relacionadas à renda.






