A Confederação Brasileira de Futebol confirmou nesta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, a prorrogação do contrato de Carlo Ancelotti à frente da seleção brasileira até o fim do ciclo da Copa do Mundo de 2030.
O anúncio foi feito pelo presidente da entidade, Samir Xaud, durante evento na sede da CBF, no Rio de Janeiro. Segundo ele, o acordo já está praticamente fechado e depende apenas de ajustes jurídicos e burocráticos para a assinatura oficial.
O dirigente ressaltou que a decisão reflete a estratégia de longo prazo da entidade: romper com ciclos curtos de comando e permitir que mudanças táticas e metodológicas sejam consolidadas ao longo dos próximos anos.
A negociação teve início em outubro de 2025 e avançou rapidamente após o aval de Ancelotti, que aceitou permanecer por mais quatro anos além do contrato atual.
Salário de destaque e metas ambiciosas
O italiano segue sendo o técnico de seleção mais bem remunerado do mundo. A base salarial permanece em 10 milhões de euros por ano, com acréscimo de premiações por metas específicas de desempenho.
O objetivo da CBF é que a estabilidade da comissão técnica permita extrair o máximo do talento dos jogadores brasileiros, tanto os que atuam no país quanto os que jogam na Europa.
Samir Xaud destacou que a Seleção Brasileira possui a melhor matéria-prima do planeta e que contar com um treinador do nível de Ancelotti é fundamental para potencializar esses atletas.
Para o presidente, a paciência e a continuidade do trabalho técnico são essenciais para a construção de um legado que ultrapasse resultados imediatos.
Comparação com salários do futebol nacional
Enquanto Ancelotti recebe 10 milhões de euros anuais, Neymar, no Santos, permanece como o jogador mais bem pago do Brasil. O craque renovou seu contrato com o clube paulista nesta terça-feira, 24, garantindo vencimentos mensais de aproximadamente R$ 4,5 milhões, o que totaliza R$ 27 milhões por ano.
Além disso, o contrato inclui um gatilho de extensão de seis meses ou até a disputa da próxima Copa do Mundo, permitindo que o jogador esteja preparado para defender a Seleção Brasileira quando convocado.
Mesmo com esse salário milionário, Neymar ainda recebe menos que o treinador italiano, evidenciando o impacto financeiro que a permanência de Ancelotti representa para a CBF.
Para efeito de comparação, o segundo maior salário do futebol nacional é de Memphis Depay, que recebe cerca de R$ 1,5 milhão a menos do que o camisa 10 santista.
A renovação de Ancelotti simboliza um projeto de continuidade e planejamento estratégico da CBF. A entidade aposta que a estabilidade técnica, combinada ao talento dos atletas, permitirá à Seleção Brasileira manter-se competitiva nas próximas edições da Copa do Mundo, enquanto o investimento financeiro em um treinador renomado reforça a seriedade do projeto esportivo.






