O Hospital Municipal de Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, precisou fechar sua Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e transferir os pacientes internados para outro setor após a identificação da bactéria Acinetobacter baumannii, classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das mais perigosas do mundo.
Responsável por administrar o hospital, a Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH) informou que “pacientes foram realocados em outras unidades que comportam suas necessidades de tratamento intensivo e estão recebendo todos os tratamentos disponíveis e assistências”.
Logo após a detecção da bactéria, órgãos de fiscalização sanitária municipal e estadual foram acionados. A FSNH também destaca que a bactéria não é transmitida pelo ar, o que significa que os pacientes em outras áreas não estão em risco.
Entre os dias 11 e 15 de julho, dois pacientes foram internados na UTI do hospital com infecções causadas por essa bactéria. Já nos dias 16 e 22 do mesmo mês, foram confirmados dois casos de transmissão cruzada dentro da unidade. Na última semana, o hospital decidiu fechar a UTI e transferir os sete pacientes para a Unidade Neurovascular.
O que é a Acinetobacter baumannii?
A Acinetobacter baumannii é uma bactéria oportunista que se destaca por causar infecções graves, principalmente em ambientes hospitalares. Ela é conhecida por sua alta resistência a múltiplos antibióticos, o que dificulta o tratamento das infecções que provoca.
Essa bactéria pode infectar diferentes partes do corpo, incluindo o trato respiratório, feridas, corrente sanguínea e trato urinário, sendo especialmente perigosa para pacientes imunocomprometidos ou internados em unidades de terapia intensiva (UTI).
Nota da Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH)
A Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH) esclarece que tomou as devidas providências tão logo identificou a bactéria Acinetobacter na área da UTI Adulto do Hospital Municipal, informando oficialmente os órgãos competentes de fiscalização sanitária, tanto do município quanto do Estado, garantindo a transparência e a adoção das medidas regulatórias necessárias.
A partir do monitoramento conjunto realizado pela Direção Técnica, Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) e demais setores envolvidos, foram adotadas ações de contenção imediata.
Os pacientes foram realocados em outras unidades que comportam suas necessidades de tratamento intensivo e estão recebendo todos os tratamentos disponíveis e assistências. Cabe ressaltar que a bactéria não é transmitida pelo ar e, portanto, não expõe os demais pacientes em outros ambientes.”






