O Laboratório de Astronomia Solar da Academia Russa de Ciências alertou que uma nova tempestade magnética está em formação e deve alcançar a Terra ainda nesta semana. O fenômeno tem origem em um sulco coronal no Sol, que lançou ventos solares em direção ao nosso planeta.
Quando o pico deve ocorrer
De acordo com os especialistas, a atividade geomagnética deve atingir seu ponto máximo entre os dias 14 e 16 de setembro, podendo se estender por até seis dias. Só nos dez primeiros dias do mês já foram registradas três tempestades magnéticas — número dez vezes maior que o observado em agosto, o que reforça o cenário de intensa instabilidade solar.
O que são tempestades magnéticas?
As tempestades magnéticas acontecem quando partículas vindas do vento solar interagem com o campo magnético terrestre. A depender da intensidade, podem provocar desde espetáculos naturais, como auroras boreais e austrais, até falhas em sistemas tecnológicos, como comunicações por rádio, satélites de navegação e redes elétricas. Em situações mais extremas, estão associadas a erupções solares e ejeções de massa coronal.
Efeitos esperados desta vez
A previsão é de que a tempestade em curso seja de intensidade moderada. Os impactos mais prováveis incluem:
- Interferências temporárias em sinais de GPS e rádio;
- Oscilações leves em redes de energia elétrica;
- Cuidados adicionais em voos de alta altitude.
Apesar disso, não há indícios de riscos graves, como apagões em larga escala ou danos estruturais significativos.
Precauções recomendadas
Para o público em geral, não há necessidade de medidas especiais além de acompanhar os comunicados oficiais. Já setores estratégicos, como telecomunicações e energia, devem reforçar os protocolos de segurança para reduzir riscos em caso de falhas temporárias.






