O Paraná passou a ocupar o topo do ranking nacional ao instituir o salário mínimo regional mais alto do país. Os novos valores foram validados pelo Conselho Estadual do Trabalho, Emprego e Renda (CETER) e já estão em vigor, com efeitos retroativos a 1º de janeiro. A medida amplia a distância em relação ao piso nacional e beneficia trabalhadores que têm como referência apenas o salário mínimo.
Reajuste amplia vantagem sobre o piso nacional
Com a atualização, a faixa mais elevada do mínimo regional paranaense alcança R$ 2.407,90. O valor supera em cerca de R$ 787 o salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621 para 2026. O reajuste consolida o estado como referência em políticas de valorização salarial, especialmente para categorias que não contam com piso definido em convenções coletivas ou legislação federal.
A correção garante aumento real para milhares de trabalhadores e reforça o poder de compra, principalmente em um cenário de alta nos custos de vida.
Valores variam conforme o setor
O piso estadual foi organizado em quatro faixas, de acordo com a atividade profissional exercida. Empregados dos setores agropecuário, florestal e da pesca passam a receber, no mínimo, R$ 2.105,34.
Já os trabalhadores do comércio, dos serviços administrativos e das áreas de reparação e manutenção terão salário inicial de R$ 2.181,63. Na indústria e na produção de bens e serviços, o piso sobe para R$ 2.250,04.
A maior remuneração é destinada aos técnicos de nível médio, que passam a integrar a faixa superior do salário mínimo regional, com valor fixado em R$ 2.407,90.
Negociação e próximos passos
De acordo com o governo do Paraná, o reajuste foi definido a partir da variação do INPC, somada à política nacional de valorização do salário mínimo. A decisão envolveu diálogo entre representantes do poder público, empregadores e trabalhadores, com base em indicadores econômicos e sociais.
A resolução com os novos valores será publicada no Diário Oficial do Estado e servirá de base para a edição de um decreto pela Casa Civil. O CETER também sinalizou que poderá reavaliar os valores ao longo de 2026, caso haja mudanças no salário mínimo nacional, para preservar a diferença favorável aos trabalhadores paranaenses.






