O Renegade, provavelmente o modelo mais conhecido da Jeep no Brasil, terá um destino menos favorável na Europa. De acordo com um porta-voz da Stellantis à revista alemã Auto Motor und Sport, o SUV será descontinuado no continente até o fim deste ano, sem planos para um sucessor direto — ao menos por enquanto.
A decisão não surpreende. Lançado há cerca de dez anos, o Renegade sofreu poucas alterações, mantendo praticamente o mesmo visual e interior em todos os mercados. Atualmente, a Jeep pretende concentrar seus esforços em modelos estratégicos, como a nova geração do Compass, o compacto Avenger e os elétricos Recon e Wagoneer S.
Na Europa, o país em que o Renegade mais se destacou foi a Itália. Das mais de dois milhões de unidades vendidas globalmente, cerca de 500 mil foram destinadas à região. Produzido na fábrica de Melfi (ITA) para esse mercado, o SUV utiliza a plataforma Small-Wide, a mesma do Fiat 500X — que também foi recentemente descontinuado.
A aposentadoria do modelo já estava prevista desde 2024. No entanto, seu bom desempenho comercial estendeu a produção por mais um ano, incluindo uma atualização para o ano-modelo 2025, que trouxe central multimídia renovada e novos sistemas de segurança.
A saída do modelo deixará um espaço entre o compacto Avenger, de 4,08 metros e preços a partir de 25.200 euros, e o novo Compass, com 4,55 metros e valor inicial de 41.900 euros. Rumores apontam para um possível substituto baseado na plataforma Smart Car do Fiat Grande Panda, com cerca de 4,30 metros, mas, se confirmado, ele só deve chegar no final da década.
E no Brasil? Quando será lançado o próximo Jeep Renegade?
Em junho de 2024, a Stellantis confirmou que o SUV compacto terá uma nova geração prevista para 2027, incluindo uma versão elétrica acessível para o mercado norte-americano, anúncio feito durante apresentação a acionistas.
E qual será o futuro do Jeep Renegade no Brasil? Circulam rumores de que o modelo será descontinuado, dando lugar ao Avenger. No entanto, considerando que a nova geração do Renegade será maior nos mercados da América do Norte, faria sentido mantê-lo no país para ampliar a linha nacional, oferecendo uma opção mais cara que o Avenger e preservando a presença do carro em seu maior mercado.






