O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou um alerta vermelho para uma intensa onda de calor prevista para alcançar 511 municípios nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. As áreas mais afetadas incluem o oeste e o norte catarinense, além do sudoeste, noroeste, nordeste e centro gaúcho, assim como as regiões sudoeste, central e sudeste do Paraná.
As capitais Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba, assim como o litoral dos três estados, ficam fora da área de alcance da onda de calor. De acordo com o IBGE, os 511 municípios incluídos no alerta concentram uma população superior a 6,5 milhões de habitantes.
O alerta vermelho é o mais grave da escala do Inmet e indica uma situação de grande perigo. Em casos de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma onda de calor ocorre quando as temperaturas máximas ficam ao menos 5 °C acima da média histórica por cinco dias ou mais seguidos.
O alerta vermelho emitido pelo Inmet para esses municípios segue válido até sexta-feira (6/2). Para o restante do país, a previsão indica temperaturas acima da média em grande parte do território brasileiro ao longo de fevereiro. Enquanto as regiões Norte e Sudeste devem registrar chuvas acima do normal, o Sul e o Centro-Oeste tendem a enfrentar volumes de precipitação abaixo da média histórica.
Como o calor afeta o corpo humano
As altas temperaturas exigem mais esforço do organismo para manter a temperatura corporal estável. Quando exposto ao calor excessivo, o corpo intensifica a produção de suor como forma de resfriamento, o que pode levar à desidratação e à perda de sais minerais essenciais. Esse processo afeta o funcionamento do sistema cardiovascular, aumentando a frequência cardíaca e a sensação de cansaço.
Em situações prolongadas, o calor intenso pode provocar quadros mais graves, como insolação e exaustão térmica, com sintomas que incluem tontura, dor de cabeça, náuseas e confusão mental. Pessoas idosas, crianças e indivíduos com doenças crônicas estão entre os mais vulneráveis, o que reforça a importância de hidratação constante, alimentação leve e evitar exposição ao sol nos horários mais quentes do dia.






