A Anvisa proibiu a produção de versões manipuladas de Ozempic, Wegovy, Mounjaro e Rybelsus, medicamentos usados no tratamento de diabetes e obesidade. A medida, divulgada em despacho na última segunda-feira (25/8), vale exclusivamente para as formas biotecnológicas dessas substâncias, reforçando as restrições e alertando sobre os riscos para pacientes e farmácias.
A restrição se aplica apenas aos medicamentos biotecnológicos à base de liraglutida, semaglutida e tirzepatida. Moléculas sintéticas continuam permitidas para manipulação, desde que o medicamento possua registro no país. No momento, nenhum medicamento sintético à base de semaglutida está registrado no Brasil.
Na categoria de medicamentos biológicos, havia três processos em andamento envolvendo liraglutida, semaglutida e a combinação de insulina icodeca com semaglutida. Todos estavam em fase inicial, aguardando distribuição para análise técnica pela agência.
O Ozempic e outros medicamentos biotecnológicos são produzidos com ingredientes importados que imitam hormônios intestinais, obtidos a partir de bactérias geneticamente modificadas. Por sua vez, medicamentos sintéticos, como a liraglutida da EMS, são elaborados com peptídeos montados quimicamente, sem a utilização de células vivas.
O veto à manipulação é temporário, permanecendo válido até a definição de um novo procedimento de importação. Apenas os fabricantes cujos produtos foram analisados durante o registro na Anvisa — como Novo Nordisk (Ozempic, Wegovy e Rybelsus) e Eli Lilly (Mounjaro) — estão autorizados a importar os insumos.
Principais motivos da proibição do Ozempic
- Risco à saúde do paciente: medicamentos biotecnológicos manipulados podem ter eficácia reduzida ou causar efeitos adversos graves.
- Complexidade do processo de produção: Ozempic e similares são produzidos com bactérias geneticamente modificadas, tornando a manipulação fora do padrão industrial insegura.
- Garantia de qualidade: apenas fabricantes registrados e analisados pela Anvisa (como Novo Nordisk e Eli Lilly) podem garantir a pureza e a segurança do produto.
- Prevenção de fraudes e irregularidades: a medida evita a circulação de medicamentos falsificados ou adulterados no mercado.
- Conformidade com a regulamentação: a restrição segue regras de importação e registro de medicamentos biotecnológicos no Brasil.





