A derrota do Vasco por 3 a 0 para o Bragantino, neste domingo, em São Januário, aumentou ainda mais a pressão sobre o técnico Renato Gaúcho. Revoltada com a atuação da equipe no Brasileirão, a torcida perdeu a paciência durante o segundo tempo e passou a xingar o comandante cruzmaltino das arquibancadas.
Além de críticas direcionadas a jogadores como Piton, Brenner e Saldivia, Renato foi o principal alvo da insatisfação dos vascaínos. Os protestos ficaram mais intensos logo após o terceiro gol marcado pelo Bragantino. Ao ouvir os palavrões vindos da arquibancada, Renato Gaúcho se virou em direção aos torcedores e gesticulou, demonstrando surpresa com os xingamentos.
Na sequência, alguns torcedores arremessaram copos em direção ao treinador, aumentando o clima de tensão em São Januário. Depois do episódio, Renato decidiu se recolher ao banco de reservas e deixou o auxiliar Alexandre Mendes à frente da área técnica para orientar a equipe nos minutos finais da partida.
Quando perceberam que o treinador não retornaria ao gramado, torcedores passaram a chamá-lo de “covarde” em coro. Após o apito final, o técnico voltou a ser hostilizado enquanto caminhava para o vestiário, mas respondeu fazendo sinal positivo para a arquibancada.
A entrevista coletiva depois da derrota também chamou atenção pela ausência de Renato Gaúcho. Quem compareceu à sala de imprensa foram o volante Thiago Mendes e o diretor de futebol Admar Lopes, que assumiram a responsabilidade pelo momento vivido pelo clube. O dirigente português explicou que a decisão foi tomada internamente para preservar o treinador.
Apesar da forte pressão da torcida e do clima conturbado nos bastidores, o Vasco definiu que Renato Gaúcho seguirá no comando da equipe para a sequência do Campeonato Brasileiro. Segundo Admar Lopes, o treinador não pediu demissão e a possibilidade de saída sequer foi debatida pela diretoria. O Vasco volta à campo na próxima quarta-feira (27) pela Copa Sul-Americana.






