Nesta sexta-feira (27), a EntrePay Instituição de Pagamento S.A. teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central do Brasil (BC). Com isso, suas atividades devem ser oficialmente encerradas já nos próximos dias.
De acordo com a autarquia, a decisão foi motivada por diferentes fatores, como o comprometimento da situação econômico-financeira da empresa, o descumprimento de normas bancárias e prejuízos que submetem seus credores a um risco considerado anormal.
Além da EntrePay, a resolução do BC também determinou o fechamento da Acqio Adquirência Instituição de Pagamento S.A. e da Octa Sociedade de Crédito Direto S.A., que integram o mesmo conglomerado da instituição.
Mas é importante destacar que, embora pequenos comerciantes que dependiam do serviço da empresa sejam afetados, o fechamento é considerado um problema pontual na área de meios de pagamento, já que a EntrePay detinha um porte inferior a 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.
Portanto, por ser tecnicamente considerada de pequeno porte, o fechamento da instituição não representou um risco sistêmico ao sistema financeiro brasileiro, apresentando baixo potencial de impactar o funcionamento do mercado.
Dono de instituição fechada pelo BC foi alvo de operação da PF
Vale lembrar que a EntrePay era administrada pelo empresário Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como “Mineiro”, que fundou a instituição em 2022 após adquirir a Global Payments.
Freixo acabou se tornando alvo de diferentes operações da Polícia Federal, já que seu nome surgiu entre as investigações do caso do extinto Banco Master. Inclusive, ele e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro respondem a processo na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por supostas irregularidades em cotas de fundos de investimento.
Por conta dessas questões, a decisão do Banco Central do Brasil incluiu ainda a indisponibilidade de bens do CEO da EntrePay. No entanto, ele permanece em liberdade e, até o momento, não há confirmação oficial sobre eventual decretação de prisão.






