Um estudo feito pela National Bureau of Economic Research (NBER), com participação de pesquisadores da FGV, Columbia e Stanford, mostram que o Bolsa Família tem tido impactos que vão além dos pagamentos aos beneficiários.
O programa aparece ligado a mudanças no acesso ao mercado de trabalho, especialmente entre famílias em maior situação de vulnerabilidade.
Crescimento no emprego com carteira assinada
Um dos principais destaques do estudo é o aumento de 14% no emprego formal entre famílias que estão em situação de extrema pobreza e que recebem o benefício. A pesquisa indica que mais pessoas estão conseguindo encontrar emprego enquanto ainda fazem parte do programa.
Esse dado não se refere a trabalhos informais ou temporários, mas sim a empregos com carteira assinada, que oferecem direitos trabalhistas e contribuições para a aposentadoria.
Os números também mostram que uma parte grande das novas vagas criadas no início deste ano foi preenchida por beneficiários do Bolsa Família. Levantamentos do Caged mostram que mais de 56% das novas contratações envolveram pessoas inscritas no programa, em sua maioria famílias em situação de baixa renda.
Regra que ajuda na transição
Um dos fatores que ajudam a explicar esse cenário é a chamada regra de proteção. Ela permite que a pessoa que consegue um emprego formal continue recebendo parte do benefício por até 12 meses, mesmo com aumento de renda, desde que ainda esteja dentro de limites do programa.
Resultados que vão além da economia
Além dos efeitos no emprego, alguns estudos também apontam melhorias em outros indicadores sociais, como saúde e bem-estar. Isso mostra que o programa não atua apenas como apoio financeiro, mas também como um instrumento que influencia diferentes aspectos da vida das pessoas.






