O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o Brasil deixará de exigir visto de curta permanência para turistas da China até 31 de dezembro de 2026. A medida foi confirmada após diálogo com o presidente chinês Xi Jinping e provocou reação imediata no setor de turismo.
Pouco depois da divulgação, plataformas de viagem registraram crescimento nas buscas por voos com destino ao Brasil. Dados da empresa chinesa Qunar apontam alta de 84% nas pesquisas para Brasília. Rio de Janeiro e São Paulo também apresentaram avanço significativo, com aumento de 27% e 22%, respectivamente.
Além da procura imediata, houve elevação nas consultas semanais para voos partindo de cidades chinesas rumo ao território brasileiro, indicando tendência de ampliação do fluxo.
Turismo e intercâmbio em alta
A dispensa do visto deve favorecer não apenas o turismo de lazer, mas também trocas culturais e educacionais. Visitantes chineses demonstram interesse em conhecer pontos turísticos, paisagens naturais e participar de eventos culturais no país.
Especialistas avaliam que a medida pode fortalecer ainda mais as relações entre as duas nações, que já mantêm parceria estratégica em diversas áreas.
Ambiente favorável para negócios
A flexibilização da entrada também tem potencial de estimular o ambiente empresarial. Com menos burocracia, investidores chineses podem ampliar presença em setores como infraestrutura, tecnologia e agronegócio.
A facilidade para participar de feiras, encontros e agendas corporativas tende a acelerar negociações e consolidar parcerias. Desde a adoção da política de reciprocidade, o fluxo de turistas e empresários entre os dois países já apresenta sinais de crescimento, cenário que pode se intensificar ao longo de 2026.






