Apesar de estar longe das grandes zonas de terremotos do planeta, o Brasil viveu momentos de apreensão no ano passado. Em 2025, um tremor de terra de 4,5 graus na Escala Richter, registrado no estado de Roraima, causou susto na população e virou assunto em todo o país.
O episódio aconteceu em junho, no município de Rorainópolis, e foi considerado o maior tremor registrado no Brasil naquele ano. Mesmo sem causar grandes danos, o abalo foi sentido por moradores, que relataram vibrações e barulhos estranhos. O tremor reforçou algo que especialistas sempre explicam: o Brasil não é imune a abalos sísmicos, mesmo estando localizado no meio da placa tectônica sul-americana.
Outros tremores ocorridos em 2025
Dados da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) mostraram que o tremor em Roraima não foi um caso isolado. No ano passado, o país registrou diversos tremores, com destaque para a cidade de Parauapebas, no Pará, que apareceu três vezes entre os cinco maiores abalos do ano, com magnitudes entre 4,0 e 4,3 graus. Também houve registros em Poconé (MT), com 4,4 graus.
Outro registro foi o terremoto de 5,0 graus na fronteira entre o Peru e o Brasil, em agosto de 2025. O sismo foi percebido a uma profundidade de 446 quilômetros. Os eventos sísmicos localizados na fronteira ocorrem devido à subducção da Placa de Nazca sob a plataforma Sul-Americana.
Diferença entre tremor de terra e terremoto
Uma dúvida comum na época foi a diferença entre “tremor” e “terremoto”. De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a diferença está ligada à magnitude do fenômeno, utilizando a Escala Richter (mR) como unidade de medida. Abalos menores recebem o nome de tremores de terra, enquanto eventos mais intensos são chamados de terremotos. Nos casos ocorridos aqui, predominam os chamados terremotos intraplaca, geralmente menos destrutivos.






