Nos últimos anos, o governo federal passou a discutir propostas voltadas à regulamentação das relações entre empresas e trabalhadores de aplicativos, como a Uber, com o objetivo de assegurar direitos básicos e combater a precarização sem comprometer a autonomia dos profissionais.
Só que apesar das vantagens das propostas, preocupações como o aumento de custos e, consequentemente, a saída das empresas do mercado nacional têm tomado conta de diferentes esferas da sociedade.
Contudo, condutores e clientes da Uber ao menos podem respirar aliviados, já que segundo Dara Khosrowshahi, o CEO da empresa, o Brasil é importantíssimo para o aplicativo, superando o mercado de países como os Estados Unidos.
Por conta disso, o empresário declarou, em entrevista ao CNN Money, que a Uber jamais sairia do país, mesmo caso propostas como a PLP 12/2024 e a PLP 152/2025, que propõe um novo marco legal para o segmento, sejam aprovadas.
De acordo com Khosrowshahi, é possível que os negócios sofram algum impacto negativo e preços venham a subir. Contudo, ele afirmou que a empresa está disposta a lidar com as consequências para seguir operando no país.
Khosrowshahi defende direitos à motoristas da Uber
Em entrevista à Folha de São Paulo, Khosrowshahi ainda surpreendeu ao afirmar que defende a implementação de leis que garantam proteções e direitos aos condutores que operam pela Uber, além de declarar não ser contra a adoção de um pagamento mínimo.
Em contrapartida, o CEO afirmou que a obrigatoriedade de contratação representa o principal entrave, uma vez que, além de comprometer a flexibilidade dos trabalhadores, seria responsável pelos riscos anteriormente mencionados.
Segundo Khosrowshahi, independentemente da decisão do governo, as leis serão cumpridas para garantir que a relação com o Brasil continue sendo construtiva. Contudo, nem ele e nem uma parcela expressiva de motoristas acreditam que a formalização será uma estratégia vantajosa.






