Um panorama surpreendente emerge na região do Alto Tietê, conforme dados recentes de uma pesquisa agropecuária. Em diversas cidades, a população de animais criados em fazendas e sítios excede o número de habitantes, revelando uma forte vocação zootécnica na área.
Biritiba-Mirim: nove ichos por Pessoa
O caso mais impressionante é o de Biritiba-Mirim. Com aproximadamente 29,6 mil residentes, o município abriga uma população animal nove vezes superior à humana, totalizando mais de 277 mil cabeças. O domínio inconteste é o da avicultura: as galinhas somam cerca de 275 mil exemplares, segundo o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), parte da mais recente Pesquisa da Pecuária Municipal.
Expandindo o olhar para toda a região do Alto Tietê, que concentra mais de 1,6 milhão de pessoas, a contagem de animais atinge 2,2 milhões. Isso significa um excedente de 638 mil bichos em relação aos cidadãos que vivem ali. Em um comparativo nacional, o Brasil contabiliza um volume gigantesco de 1,9 bilhão de animais de produção.
Outras cidades com excesso Animal
A mesma tendência de desequilíbrio populacional aparece em outras localidades vizinhas. Em Suzano, por exemplo, a quantidade de animais é três vezes maior do que o total de habitantes. A cidade, que tem mais de 307 mil moradores, possui uma criação de cerca de 1,1 milhão de bichos.
Mogi das Cruzes também se destaca nesse cenário. Com uma população humana de aproximadamente 451 mil, o número de animais de fazenda chega a cerca de 815 mil, conforme detalhado no estudo do IBGE.
Por outro lado, algumas cidades apresentam um volume de criação significativamente menor. Poá registra apenas 46 animais, Arujá soma 751, e Ferraz de Vasconcelos conta com 820 animais.
Os dados utilizados para este mapeamento têm como referência o dia 31 de dezembro de 2022 e foram colhidos pelo IBGE.






