Antropóloga forense e pesquisadora de pós-doutorado na Universidade de Oxford, no Reino Unido, a cientista britânica Alexandra Morton-Hayward apresentou sua coleção de mais de 600 cérebros antigos de todo o mundo para a BBC. Algumas das peças guardadas com muito carinho por Alexandra chegam até 12 mil anos.
Os cérebros geralmente se decompõem rapidamente após a morte. Como, então, é possível encontrar cérebros que não sofreram esse processo de degradação em sítios arqueológicos? É o que Alexandra e sua equipe buscam responder. A resposta, ela afirma, pode ajudar a estudar doenças neurodegenerativas como Alzheimer ou Parkinson.
Após a morte, enzimas presentes no cérebro iniciam a digestão das células de dentro para fora, em um processo chamado autólise. Em poucos dias, as membranas celulares se rompem e o cérebro se liquefaz. Até o momento, os cientistas ainda não compreendem exatamente por que alguns cérebros conseguem se conservar por centenas ou até milhares de anos.
Morton-Hayward, no entanto, tem uma hipótese: os mesmos processos moleculares que danificam nossos cérebros em vida podem ajudar a preservá-los após a morte: “O ferro se acumula no cérebro à medida que envelhecemos. Envelhecemos mais rápido se sofremos privação, trauma, estresse… Portanto, esperaríamos que houvesse mais ferro presente no cérebro daqueles que sofreram”.
Curiosidades sobre o cérebro humano
Peso e consumo de energia: Apesar de representar apenas cerca de 2% do peso corporal, o cérebro consome cerca de 20% da energia total do corpo em repouso.
Número de neurônios: O cérebro possui cerca de 86 bilhões de neurônios, que se comunicam por meio de trilhões de conexões chamadas sinapses.
Velocidade dos sinais: Os impulsos nervosos podem viajar a velocidades de até 430 km/h, permitindo respostas rápidas a estímulos.
Plasticidade cerebral: O cérebro é altamente plástico, ou seja, capaz de se reorganizar e formar novas conexões ao longo da vida, o que é fundamental para aprendizagem e recuperação de lesões.
Dormir é fundamental: Durante o sono, o cérebro processa informações, consolida memórias e remove toxinas acumuladas durante o dia.
Sem dor: O cérebro em si não sente dor, pois não possui receptores de dor; a sensação de dor vem das estruturas ao seu redor.
Memória: A capacidade da memória humana é praticamente ilimitada, e o cérebro armazena informações de forma distribuída, o que ajuda na recuperação das lembranças.
Sonhos: Embora ainda haja mistérios sobre os sonhos, acredita-se que eles ajudem no processamento emocional e na resolução de problemas.






