Embora esteja longe das bordas de placas tectônicas, que são zonas onde ocorrem os terremotos mais destrutivos do planeta, o Brasil não está totalmente imune a tremores.
Nos últimos anos, pesquisadores vêm reforçando que o território nacional pode sim registrar abalos sísmicos perceptíveis, e esse alerta levanta uma dúvida cada vez mais comum entre a população: o país corre o risco de enfrentar um grande terremoto nos próximos anos?
Cientistas alertam: o Brasil pode sentir um grande tremor nos próximos anos?
Para entender o cenário, é preciso primeiro reconhecer que o solo brasileiro, embora distante das zonas de maior atividade tectônica, não é completamente estável.
Tremores de terra já foram sentidos em diversos estados, como em Montes Claros (MG), João Câmara (RN) e, mais recentemente, em Mara Rosa (GO), onde, em 2010, um terremoto de magnitude 5 chegou a ser sentido em Brasília.
Na ocasião, paredes racharam e casas sofreram danos estruturais, assustando moradores.
A explicação mais aceita entre os geólogos é que, mesmo sem grandes falhas tectônicas na superfície, há tensões acumuladas nas profundezas da crosta terrestre brasileira que, de tempos em tempos, se liberam sob forma de abalos.
Estudos recentes revelaram que algumas regiões do Brasil possuem particularidades geológicas que favorecem o surgimento desses tremores.
A zona sísmica Goiás-Tocantins, por exemplo, apresenta uma crosta mais fina e um manto mais denso, formando uma estrutura chamada litosfera que sofre pressões internas, semelhante a um galho prestes a quebrar.
Quando essa tensão ultrapassa o limite das rochas, ocorrem os sismos. Pesquisas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Brasília (UnB) têm identificado pontos de fragilidade onde o risco de novos tremores é maior.
Brasil pode sofrer com grandes terremotos nos próximos anos?
Mas será que esses fenômenos podem evoluir para um terremoto de grandes proporções? A resposta dos especialistas é clara: é pouco provável.
Apesar de episódios isolados com magnitudes superiores a 5, como o tremor em Mato Grosso em 1955, que atingiu 6,2, os eventos sísmicos no Brasil são, em sua maioria, rasos e de curta duração.
Isso ocorre porque o país está situado sobre o centro da Placa Sul-Americana, longe das zonas de subducção, onde os maiores terremotos do mundo costumam acontecer.
Mesmo assim, os cientistas alertam que o monitoramento contínuo é essencial.
O Brasil não deve esperar grandes catástrofes como as vistas em países andinos ou no Japão, mas precisa estar preparado para tremores moderados que, dependendo das construções e da região afetada, podem causar impactos significativos.






