Um vídeo que circula nas redes sociais chamou a atenção ao mostrar um jovem de 24 anos, antes tetraplégico, recuperando movimentos dos braços e parte da sensibilidade do corpo.
O caso ocorreu após um tratamento experimental com polilaminina, substância desenvolvida por pesquisadores brasileiros e que vem sendo estudada para regeneração de lesões na medula espinhal.
O jovem sofreu uma lesão medular completa na altura da vértebra C4 após um mergulho em uma cachoeira. Esse tipo de lesão costuma resultar em perda total de movimentos, com baixas expectativas de recuperação.
A aplicação da polilaminina ocorreu dentro da chamada “janela terapêutica” de até 72 horas após o trauma, período considerado decisivo para intervenções que visam a recuperação neural.
Apenas dez dias depois do procedimento, o jovem já conseguia levantar os braços, fazer força com as mãos e recuperou sensibilidade até a região do umbigo.
O que é a polilaminina
A polilaminina é uma versão sintética de uma proteína natural, criada em laboratório para ajudar os neurônios a se conectarem. O composto foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com o laboratório Cristália e tem como foco a regeneração de lesões na medula espinhal.
Resultados ainda em fase experimental
Este é o quinto paciente a apresentar evolução significativa com o uso da substância, que ainda está em fase experimental. O médico Mitter Mayer, que coordena o grupo de trabalho no Espírito Santo, afirma que os resultados indicam recuperação de funções antes inexistentes.
Apesar dos avanços, o tratamento ainda precisa passar por mais estudos. Ainda assim, casos como esse colocam o Brasil em posição de destaque nas pesquisas em medicina regenerativa.






