Criado em 1947, o “relógio do juízo final” (Doomsday Clock) é um símbolo mantido pelo conselho do Boletim dos Cientistas Atômicos (BAS) cujo objetivo central é representar graficamente a proximidade da civilização de um colapso global, servindo como um alerta para os riscos que ameaçam a nossa existência.
E vale destacar que, em janeiro deste ano, os ponteiros foram ajustados para 85 segundos para a meia-noite, o que representa uma redução de quatro segundos em relação ao ano anterior que reflete o agravamento das ameaças globais nos últimos tempos.
De acordo com representantes do BAS, o comportamento agressivo de potências nucleares, como Estados Unidos, China e Rússia, foi um dos principais fatores que motivaram a alteração nos ponteiros.
Além disso, questões como o aquecimento global, enfraquecimento do controle de armas nucleares e a escalada de conflitos armados ao redor do planeta também aparecem entre as justificativas dos cientistas.
O uso incontrolado de inteliência artificial também figurou entre as preocupações dos cientistas responsáveis pelo relógio, uma vez que contribui para o chamado “apocalipse da informação” que tomou conta da sociedade nos últimos anos.
Como funciona o relógio do fim do mundo?
Conforme mencionado anteriormente, o relógio do fim do mundo serve para medir o quão perto a humanidade está de destruir o mundo. Nesse contexto, a “meia-noite” representa o momento de aniquilação total.
Para alterar os ponteiros, o Conselho de Ciência e Segurança do BAS, que é composto por diversos especialistas, incluindo ganhadores do Prêmio Nobel, se reúne para avaliar os perigos globais e definir o “horário” do relógio.
É importante ressaltar que o relógio não representa uma contagem regressiva fatalista. Dessa forma, caso o mundo adote medidas para lidar com todos os problemas apontados pelos cientistas, os ponteiros podem se afastar da meia-noite, como já aconteceu em meados da década de 1990.






