A Ypê apresentou um pacote com 239 ações corretivas para tentar reverter a suspensão e o recolhimento de produtos determinados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. As medidas foram discutidas durante uma reunião realizada nesta terça-feira (12), na sede da Anvisa, em Brasília.
Segundo a agência, as ações foram elaboradas após as falhas apontadas em processos de fabricação na unidade da empresa localizada em Amparo, no interior de São Paulo. Desde a publicação da determinação, na última quinta-feira (7), equipes da fábrica intensificaram os trabalhos para atender às exigências feitas pelo órgão regulador.
Participaram do encontro representantes da direção da empresa e integrantes das áreas técnicas da Anvisa. Estiveram presentes o diretor-presidente da Ypê, Leandro Safatle, o presidente da marca, Waldir Beira Júnior, além de executivos responsáveis pelas áreas de fiscalização, qualidade e jurídico da companhia.
De acordo com a Anvisa, as medidas apresentadas pela empresa também levam em consideração inspeções realizadas ao longo de 2024 e 2025. O órgão ainda deve analisar o recurso apresentado pela fabricante para decidir se mantém ou altera as restrições aplicadas aos produtos da marca.
Caso envolvendo a Ypê ganhou repercussão nacional
A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária provocou grande repercussão nos últimos dias, principalmente entre consumidores acostumados a utilizar produtos da marca. A medida incluiu a suspensão e o recolhimento de determinados lotes após a identificação de falhas consideradas graves nos processos de fabricação da empresa.
Na ocasião, a Ypê informou que discorda da decisão da Anvisa e afirmou possuir laudos que comprovariam a segurança de seus produtos. A empresa também declarou que seguirá colaborando com as autoridades para resolver as pendências apontadas pela fiscalização.






