Após ter sofrido sanções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por conta de irregularidades encontradas em lotes de dezenas de produtos, a Ypê acabou se tornando alvo de acalorados debates políticos ao redor do país.
Além disso, a polêmica também acabou despertando a curiosidade dos cidadãos brasileiros sobre a história da empresa, que passou a ser defendida por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro por conta de seus vínculos históricos com o político.
Criada em 1950 pelos irmãos Waldyr e João Beira, no interior de São Paulo, a marca expandiu suas operações ao longo das décadas, deixando de ser uma simples fabricante regional para se tornar uma das maiores referências do setor de limpeza no país.
E vale destacar que, mesmo após a expansão, a gestão familiar se manteve como o cerne estratégico da Ypê, uma vez que a companhia continua sob o controle acionário da família Beira, sendo liderada agora pelos membros da segunda geração.
Waldir Beira Junior, que é filho de Waldyr, é o atual ocupante do cargo de CEO. Já Jorge Eduardo Beira e Ana Maria Beira atuam, respectivamente, como vice-presidente de operações e integrante dos conselhos de sócios e administração da empresa.
Anvisa decide se manterá suspensão de produtos da Ypê
Na terça-feira (12), representantes da Química Amparo LTDA., responsável pela marca Ypê, apresentaram à Anvisa um plano de correção para as linhas de fabricação dos produtos que tiveram a produção e a comercialização proibidas. Segundo a empresa, as medidas já estão em andamento.
O material foi apresentado em uma reunião realizada na sede do órgão regulador, em Brasília, que contou até mesmo com a participação de Waldir e Jorge Beira.
O julgamento da decisão ocorrerá nesta sext-feira (15) no mesmo local. Na ocasião, a Anvisa avaliará o recurso da Química Amparo para determinar se as mais de 230 exigências e adequações estruturais apontadas na fábrica foram devidamente cumpridas pela fabricante.






