O Corinthians agiu rápido após a demissão de Dorival Júnior e já definiu quem comandará a equipe neste momento de transição. O treinador deixou o cargo no último domingo (5), logo após a derrota para o Internacional, resultado que ampliou a sequência negativa do time na temporada e acelerou a decisão da diretoria.
A saída encerra um ciclo que, apesar de dois títulos conquistados, vinha sendo pressionado pelo desempenho abaixo das expectativas. Diante da urgência por uma resposta imediata dentro de campo, o clube optou por uma solução interna enquanto avalia o mercado. O escolhido foi William Batista, atual técnico da equipe sub-20, que assume interinamente o comando.
O jovem treinador já estará à frente das atividades nesta segunda-feira (6), iniciando a preparação para a partida frente ao Platense, da Argentina, na estreia corintiana pela Copa Libertadores da América. Nos bastidores, o Corinthians segue em busca de um nome experiente para assumir o cargo de forma definitiva.
Entre os principais alvos estão Tite, ídolo do clube, e Fernando Diniz, conhecido por seu estilo ofensivo e de posse de bola. A diretoria trabalha com cautela nas negociações, mas trata a escolha como prioridade diante da sequência decisiva da temporada.
Diretoria explica demissão e aponta estagnação no trabalho
A demissão de Dorival Júnior foi justificada pela diretoria do Corinthians como uma decisão baseada na estagnação do desempenho da equipe. O executivo de futebol Marcelo Paz afirmou que, apesar do reconhecimento pelos títulos conquistados, o trabalho “bateu no teto”, indicando que não havia mais evolução técnica visível dentro de campo.
Segundo o dirigente, a sequência de resultados negativos pesou de forma decisiva para a mudança de comando. O Corinthians acumulava nove jogos sem vitória e apresentava dificuldades ofensivas, com pouca criação e rendimento abaixo do esperado, cenário que levou à avaliação de que o ciclo havia se encerrado, mesmo após tentativas de dar mais tempo para ajustes.






