A Speedbird Aero, empresa brasileira especializada em logística com drones, acaba de reforçar seu caixa com um aporte de US$ 5,8 milhões (cerca de R$ 30,2 milhões). O investimento, liderado pelo iFood e acompanhado por outros seis fundos, funciona como uma ponte até a rodada Série B, prevista para ocorrer ainda este ano. Em 2022, a startup já havia captado R$ 35 milhões na Série A.
Segundo o CEO Manoel Coelho, os recursos serão direcionados à ampliação das operações, obtenção de certificações e consolidação de rotas que estão em fase de estudo e negociação. As informações são da Exame Insight.
Entregas aéreas ganham escala
A parceria entre Speedbird e iFood começou em 2019, com testes em Campinas (SP). Dois anos depois, a operação piloto foi implantada em Aracaju (SE). O drone conecta o Shopping RioMar, na capital sergipana, a condomínios em Barra dos Coqueiros, cruzando o Rio Sergipe em apenas três minutos — trajeto que levaria ao menos meia hora por via terrestre.
A proposta, segundo o iFood, não é substituir entregadores, mas otimizar percursos pouco atrativos para motos, especialmente quando o retorno ocorre sem carga. Desde outubro, dois drones já realizaram mais de duas mil entregas na região.
Agora, o modelo deve ser levado à Região Metropolitana de São Paulo, desafio que envolve operar no espaço aéreo mais movimentado do país.
Expansão internacional e reforço de peso
Atualmente, a Speedbird possui 35 drones próprios, utilizados também em entregas para navios, plataformas de petróleo e transporte de materiais laboratoriais. A empresa já atua em países como Israel, Portugal, Itália e Reino Unido, e planeja chegar aos Estados Unidos.
Investida pela Embraer por meio do fundo MSW, a startup também prepara a mudança de sede para São José dos Campos. A nova fase internacional será liderada por André Stein, ex-CEO da Eve Air Mobility, responsável pelo desenvolvimento do eVTOL — popularmente chamado de “carro voador”.
Avanço dos eVTOLs
A Eve, subsidiária da Embraer, realizou recentemente o primeiro voo do protótipo do veículo elétrico de pouso e decolagem vertical em Gavião Peixoto (SP). O modelo, com capacidade para quatro passageiros e um piloto, autonomia de 100 quilômetros e produção prevista em Taubaté (SP), ainda depende de certificação da Anac.
Com cerca de 3 mil encomendas, a expectativa é iniciar entregas em 2027. A projeção da empresa aponta para uma frota global de 30 mil unidades até 2045, movimentando bilhões de dólares em receita e transporte de passageiros nas próximas décadas.






