Nos últimos meses, a discussão sobre a escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada semanal ganhou espaço no Congresso Nacional, sobretudo diante das recentes movimentações no Senado. A proposta de extinguir o modelo 6×1 — no qual o trabalhador atua por seis dias seguidos com apenas um de descanso — avança como uma possível mudança na legislação trabalhista do país.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 148/25, que prevê o fim da escala 6×1 e a redução gradual da jornada para 36 horas semanais, foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal no último dia 10.
O texto da PEC, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) e com relatoria de Rogério Carvalho (PT-SE), estabelece que, no primeiro ano após a promulgação, a jornada semanal passe de 44 para 40 horas. A partir daí, a carga horária seria reduzida em uma hora por ano, até alcançar o limite de 36 horas semanais.
A aprovação da PEC na CCJ marca um passo importante no trâmite legislativo, mas o texto ainda precisa ser analisado e votado no plenário do Senado e, posteriormente, na Câmara dos Deputados, antes de eventual sanção presidencial. Caso seja aprovada, a proposta exigirá mudanças relevantes por parte das empresas.
Entre os principais impactos está a necessidade de reorganizar as escalas de trabalho, especialmente em setores como comércio, serviços e indústria, onde o modelo 6×1 é amplamente utilizado. A redução da jornada e a adoção de dois dias de descanso semanal devem demandar ajustes operacionais e logísticos para garantir a continuidade das atividades.
Impactos para trabalhadores e empresas no novo modelo de jornada
O fim da escala 6×1 pode representar mudanças significativas na rotina dos trabalhadores, com mais tempo de descanso e potencial melhoria na qualidade de vida. Defensores da proposta afirmam que a redução da jornada tende a diminuir o desgaste físico e mental, além de favorecer a produtividade e o equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
Por outro lado, as empresas deverão enfrentar um período de adaptação. A reorganização das equipes, a revisão de turnos e, em alguns casos, a necessidade de novas contratações podem elevar custos e exigir planejamento, especialmente em setores que funcionam de forma contínua. O debate, portanto, envolve não apenas direitos trabalhistas, mas também impactos econômicos e operacionais.






