Nos últimos anos, a rede Havan e seu fundador, Luciano Hang, estiveram envolvidos em diferentes processos trabalhistas e ações judiciais ligadas à relação da empresa com empregados.
O caso mais recente aconteceu na unidade situada em Rondonópolis, no Mato Grosso, onde a Justiça do Trabalho obrigou a empresa a fornecer cadeiras adequadas com encosto para que seus vendedores possam descansar nas pausas do expediente.
A decisão liminar foi proferida no final de abril, como resultado de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). De acordo com o órgão, a determinação ganhou força depois de uma fiscalização realizada em 2025 e de vários relatos trazidos por ex-funcionários que revelaram a existência das irregularidades.
A juíza Michelle Trombini Saliba, titular da 1ª Vara do Trabalho de Rondonópolis e responsável por proferir a sentença enfatizou que a conduta da empresa não só compromete diretamente o bem-estar dos colaboradores, como ainda configura uma clara violação às normas de ergonomia e segurança previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Além da obrigação de fornecer as cadeiras, o MPT pede ainda que a Havan seja condenada a pagar R$ 500 mil por dano moral coletivo. E caso a varejista descumpra as determinações impostas pela liminar, ficará sujeita a uma multa diária fixada em R$ 50 mil.
Dono da Havan critica decisão
Luciano Hang, por sua vez, criticou duramente a determinação judicial, classificando-a como uma “decisão ideológica travestida de Justiça”. Segundo ele, configura um ato de perseguição contra a atuação da Havan no país.
Conforme divulgado pelo portal ND Mais, o empresário afirmou nunca ter visto supermercados, atacadistas ou outros varejistas receberem punições semelhantes e alegou que a liminar “cria uma narrativa completamente distante da realidade” do varejo.
Em contrapartida, o procurador Eduardo Rodrigues do Nascimento, responsável pela ação em Rondonópolis, reconheceu que o atendimento no varejo exige que os vendedores permaneçam de pé em determinados momentos, mas destacou que períodos de descanso ergonômico são indispensáveis.






