Em 2012, o mercado financeiro brasileiro foi surpreendido pela notícia de que a OGX, empresa de petróleo do grupo EBX, até então comandada pelo empresário Eike Batista, encontrou petróleo no pré-sal da Bacia de Santos. A descoberta foi considerada um marco para a empresa e para o setor naquele período.
O achado ocorreu no bloco BM-S-57, localizado a cerca de 102 quilômetros da costa, na altura de Ilhabela, entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Diferentemente de outros campos do pré-sal, normalmente explorados em águas ultraprofundas, a descoberta aconteceu em águas rasas, com apenas 155 metros de profundidade.
O poço perfurado atingiu 6.135 metros de extensão, atravessando diversas camadas geológicas até alcançar o reservatório. Naquele período, a OGX destacou que ainda seriam necessários testes técnicos complementares, como a perfilagem do poço, para confirmar a real dimensão do potencial produtivo da área.
Antes mesmo da descoberta, os cinco blocos da OGX na Bacia de Santos já tinham reservas estimadas em aproximadamente 1,8 bilhão de barris de petróleo. No entanto, análises divulgadas elevaram significativamente as expectativas, já que informações de mercado indicavam que o volume total poderia variar entre 3 bilhões e 4 bilhões de barris. A repercussão dessa informação foi imediata na Bolsa de Valores de São Paulo. As ações da OGX dispararam e ficaram entre as mais negociadas do pregão. O mercado interpretou o anúncio como um sinal de que a OGX se aproximava de uma fase de geração de caixa, após anos de investimentos intensivos.
O legado da Bacia de Santos
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O entusiasmo em torno da OGX reforçava que a empresa poderia se consolidar como uma grande produtora de petróleo no Brasil e fortalecia a imagem de Eike Batista como símbolo do boom do pré-sal brasileiro.
Mais de uma década depois, a Bacia de Santos segue como um dos principais polos da exploração de petróleo no país. Em 2025, a Petrobras anunciou a identificação de petróleo de excelente qualidade no bloco Aram, também no pré-sal da região. O novo poço está localizado a 248 quilômetros da costa de Santos e integra o Plano de Avaliação de Descoberta, com prazo até 2027.





