O São Paulo vive mais um momento de pressão nos bastidores, mas a diretoria tem motivos claros para evitar uma mudança no comando técnico. A situação atual contrasta com episódios anteriores, como a saída de Hernán Crespo, que ocorreu mediante o pagamento de apenas três salários como multa rescisória.
Na época, mesmo com valores mais baixos envolvidos, o clube ainda carregava pendências financeiras da primeira passagem do treinador. Agora, o cenário é bem diferente com Roger Machado. Apesar da pressão crescente por resultados, especialmente após tropeços recentes, a diretoria opta por manter o treinador no cargo.
A decisão não passa apenas por questões técnicas, mas também por um cálculo financeiro importante, que pesa diretamente no planejamento do clube para a temporada. De acordo com o jornalista Gabriel Sá, uma eventual demissão de Roger Machado custaria cerca de R$ 2,1 milhões aos cofres do São Paulo.
Além disso, o clube ainda acumula uma dívida superior a R$ 6 milhões somando valores pendentes com Crespo e também com Luis Zubeldía, o que torna qualquer nova troca ainda mais delicada do ponto de vista financeiro.
Outro fator relevante é o impacto esportivo de uma possível mudança no meio da temporada. Internamente, há o entendimento de que uma demissão poderia forçar uma reformulação no departamento de futebol, algo visto como arriscado neste momento. Assim, entre pressão externa e cautela interna, o São Paulo segue bancando Roger Machado, apostando no tempo como principal aliado para reverter o cenário.
São Paulo: Pressão nas arquibancadas e nas redes sociais
A fase turbulenta do São Paulo também se reflete fora de campo. Após a derrota para o Vasco da Gama, torcedores foram às redes sociais para mandar recados diretos a Roger Machado, demonstrando forte insatisfação com o desempenho da equipe e as decisões do treinador durante a partida.
As críticas se intensificaram principalmente pelas escolhas táticas e pela dificuldade do time em reagir nos jogos recentes. Parte da torcida passou a cobrar mudanças imediatas, enquanto outros já pedem a saída do treinador. O cenário evidencia um ambiente de pressão crescente, que contrasta com a decisão da diretoria de manter Roger no cargo mesmo diante do momento delicado.






