Enquanto Luciano Hang expande seus negócios e consolida um império cada vez mais influente no varejo brasileiro, Eike Batista tenta marcar seu retorno ao cenário econômico com uma proposta ousada: o lançamento de um produto capaz de substituir o plástico tradicional.
O bilionário concedeu recentemente uma entrevista à CNN, na qual detalhou seu novo projeto baseado na criação da chamada “supercana” — uma versão geneticamente modificada da cana-de-açúcar. Com essa alteração genética, a proposta é ampliar significativamente a produção de etanol e biomassa, apostando em maior eficiência e potencial energético.
Com essa tecnologia, a expectativa é impactar diretamente a produção de combustível para aeronaves e também a fabricação de itens tradicionalmente feitos de plástico, como canudos. Segundo Eike, a proposta é transformar o bagaço da cana em resina, possibilitando a criação de canudos, copos e diversas embalagens biodegradáveis.
Eike enxerga na supercana uma oportunidade de recolocar o Brasil na vanguarda da inovação energética global. Segundo ele, o projeto vai além do potencial de lucro: representa uma chance de transformar o país em um dos maiores produtores de tecnologias sustentáveis nas próximas décadas.
Relembre a queda de Eike Batista
A queda de Eike Batista foi um dos episódios mais marcantes do mundo empresarial brasileiro. Depois de alcançar o posto de homem mais rico do Brasil e figurar entre os mais ricos do mundo no início da década de 2010, com um patrimônio estimado em mais de US$ 30 bilhões, sua trajetória entrou em colapso a partir de 2012.
O ponto central da queda foi o fracasso das empresas do Grupo X, especialmente a OGX, sua petrolífera. A companhia prometia uma produção de petróleo muito acima do que realmente conseguiu entregar. Quando ficou claro que os poços não tinham o potencial anunciado, investidores perderam a confiança, as ações despencaram e o império começou a ruir.
A partir daí, o efeito dominó atingiu outras empresas do grupo — como MMX, OSX e LLX — que enfrentaram dívidas bilionárias, dificuldades operacionais e investigações. Em 2014, Eike perdeu oficialmente o status de bilionário.






