Duas das maiores redes de lojas de departamento do Brasil adotam estratégias bem diferentes quando o assunto é remuneração. Magazine Luiza e Havan concentram grande parte das vendas do varejo físico nacional e costumam oferecer salários semelhantes para cargos como vendedor, que variam entre R$ 2 mil e R$ 3 mil.
No entanto, o proprietário da Havan, Luciano Hang, decidiu adotar uma medida fora do padrão.
Pagamento extra anunciado nas redes sociais
Luciano Hang usou as redes sociais para anunciar que os funcionários da Havan receberiam um valor adicional logo no início do ano. A empresa decidiu antecipar o pagamento do Programa de Participação nos Resultados (PPR), beneficiando milhares de colaboradores em todo o país.
Ao todo, cerca de R$ 90 milhões foram distribuídos, valor que corresponde a aproximadamente R$ 4 mil por funcionário. O montante foi creditado em janeiro, um mês antes do calendário tradicional adotado até 2025.
O chamado “14º salário”
Popularmente conhecido como 14º salário, o PPR é uma política adotada pela Havan desde 2007. Para marcar a antecipação do pagamento, a empresa promoveu eventos comemorativos em suas lojas.
Atualmente, a rede possui 187 unidades espalhadas pelo Brasil e emprega milhares de trabalhadores. Embora o balanço oficial de 2025 ainda não tenha sido divulgado, as projeções indicavam um faturamento próximo de R$ 18 bilhões.
Diferenças nas políticas de remuneração
Enquanto o Magazine Luiza mantém uma política salarial alinhada ao piso do setor, a Havan aposta em incentivos financeiros atrelados ao desempenho da empresa. A estratégia de antecipar o PPR chama atenção por ir além do salário mensal e reforçar a participação dos funcionários nos resultados.
Impacto na retenção de talentos
Em um cenário de forte concorrência por mão de obra, iniciativas como a da Havan tendem a impactar o engajamento e a retenção de profissionais. A antecipação do benefício fortalece a cultura corporativa e amplia a percepção de reconhecimento, se tornando um diferencial no setor.






