O universo abriga estrelas tão gigantescas que fazem o nosso Sistema Solar parecer pequeno diante delas. Entre as maiores conhecidas pelos astrônomos está Stephenson 2-18, uma hipergigante vermelha com dimensões tão absurdas que seria capaz de engolir completamente a órbita de Saturno caso ocupasse o lugar do Sol.
Comparado a esses colossos cósmicos, o Sol parece discreto. Embora seja gigantesco em relação à Terra, ele perde completamente em escala para estrelas hipergigantes. A astronomia explica que tudo começa com corpos menores, como planetas gasosos e anãs marrons, consideradas “estrelas fracassadas” por não conseguirem sustentar plenamente a fusão nuclear em seus núcleos.
Quando uma massa gasosa alcança temperatura e pressão suficientes para fundir hidrogênio em hélio, nasce uma estrela verdadeira. Ao longo de bilhões de anos, essas estrelas evoluem e podem crescer de maneira impressionante. O próprio Sol, por exemplo, deverá se transformar em uma gigante vermelha no futuro, expandindo-se centenas de vezes além de seu tamanho atual.
No caso de Stephenson 2-18, os números desafiam qualquer imaginação. A estrela possui um diâmetro estimado em cerca de 2.150 vezes o raio solar e brilha com potência próxima de meio milhão de vezes a do Sol. Apenas uma volta completa ao redor dela, viajando na velocidade da luz, levaria cerca de oito horas e quarenta minutos.
Hipergigantes vermelhas impressionam cientistas
As chamadas hipergigantes vermelhas representam um dos estágios mais extremos da evolução estelar. Elas surgem a partir de estrelas muito massivas que, após consumirem o hidrogênio do núcleo, começam a expandir violentamente suas camadas externas, alcançando tamanhos inimagináveis para os padrões humanos.
Além de Stephenson 2-18, outras estrelas gigantes também chamam atenção dos astrônomos por suas dimensões colossais. Esses objetos ajudam cientistas a compreender melhor a evolução do universo, os ciclos de vida das estrelas e os fenômenos extremos que acontecem nas regiões mais distantes da galáxia.






