Vinte anos depois de sediar os Jogos de Inverno de 2006, a região de Turim convive com grande parte do legado olímpico em situação de abandono. Complexos erguidos nos Alpes italianos, com investimentos que superaram R$ 36 bilhões, hoje estão fechados e sem uso.
Entre os locais abandonados está o antigo centro de esportes de gelo em Cesana Pariol. A pista de bobsled, que chegou a receber treinos e competições nos anos seguintes, foi desativada definitivamente em 2012. Desde então, a estrutura sofre com a falta de manutenção.
Situação semelhante ocorre na rampa de salto de esqui em Pragelato. Projetada para acomodar milhares de torcedores durante as disputas olímpicas, o local atualmente apresenta áreas tomadas por vegetação e grafites.
Alto custo de manutenção pesou no pós-Jogos
Especialistas em gestão esportiva apontam que equipamentos voltados a esportes de inverno exigem manutenção complexa e cara. Sem um calendário contínuo de competições ou centros permanentes de treinamento, as estruturas acabam se tornando economicamente inviáveis.
O desafio de transformar esses espaços pensados para megaeventos em ativos sustentáveis é recorrente em cidades-sede das Olimpíadas. No caso de Turim, a dificuldade de atrair uso constante contribuiu para o abandono poucos anos após o encerramento das competições.
Novo modelo para 2026
Buscando evitar a repetição do problema, a Itália afirma que vai adotar uma estratégia diferente nos Jogos de Inverno de 2026, que teve como sedes Milão e Cortina d’Ampezzo.
A organização informou que a maior parte das arenas serão reaproveitadas ou são de caráter temporário. A ideia é garantir que os investimentos para os jogos deixem benefícios permanentes, como habitação estudantil.






