A Operação CX, realizada no município de Combinado, no sudeste do Tocantins, resultou na apreensão de mais de 11 mil litros de cachaça e destilados produzidos de forma irregular. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a ação também levou ao fechamento de duas fábricas clandestinas.
Nas imagens captadas durante a operação, é possível observar diversas bebidas alcoólicas armazenadas em garrafas plásticas, além de tambores e um alambique — equipamento utilizado na destilação de líquidos, como a cachaça artesanal. A ação foi deflagrada após policiais civis da 107ª Delegacia de Combinado realizarem diligências em estabelecimentos comerciais da cidade.
Segundo a delegada Vanusa Regina de Carvalho, foram encontrados uísques e outras bebidas destiladas durante a operação. As equipes de policiais e fiscais constataram que os produtos não possuíam registro no Mapa nem em outros órgãos de fiscalização competentes. Até o momento, o Tocantins não registrou casos confirmados de intoxicação por metanol.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os proprietários dos estabelecimentos alvo da operação colaboraram com as equipes da Polícia Civil e demonstraram interesse em regularizar a situação das empresas, que operavam sem a documentação exigida por lei.
A operação fez parte da Ronda Agro, iniciativa voltada a combater a produção e comercialização de bebidas alcoólicas clandestinas, que representam sério risco à saúde pública e configuram fraude econômica. A ação contou ainda com o apoio da Polícia Civil, da Perícia Técnica, da Vigilância Sanitária Estadual e do Centro Integrado de Segurança Pública e Proteção Ambiental (Cisppa).
Bebidas clandestinas colocam a saúde pública em risco
As bebidas alcoólicas produzidas sem controle sanitário representam um perigo real à população. Em muitos casos, produtos clandestinos contêm substâncias tóxicas, como o metanol, que podem causar intoxicação grave, cegueira e até a morte.
Além dos riscos à saúde, a produção irregular compromete a economia local, prejudicando fabricantes que atuam de forma legal e cumprem as exigências de qualidade e segurança. O Ministério da Agricultura reforça que o consumidor deve sempre verificar a procedência das bebidas antes da compra, conferindo rótulo, selo de fiscalização e informações sobre o fabricante.






