O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, declarou nesta segunda-feira (10/11), durante o seminário “Alternativas para o Fim da Escala 6×1”, organizado pela Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, que o Brasil precisa evoluir na revisão e na criação de um modelo de jornada que proporcione mais saúde, equilíbrio e previsibilidade aos trabalhadores.
Ao comentar sobre a escala 6×1, Marinho afirmou que o formato é incompatível com as demandas da vida moderna e requer atualização para refletir as novas realidades do mercado e da sociedade. Ele defendeu a importância de estender o período de descanso semanal dos trabalhadores.
“Todos admitem que é uma jornada perversa, especialmente para as mulheres. Precisamos devolver às trabalhadoras e trabalhadores o direito a pelo menos dois dias consecutivos de descanso. Não existe lei capaz de determinar a grade de horários de todos os setores. Isso é papel da negociação coletiva”, disse o ministro.
O evento, que contou com a participação de sindicatos, trabalhadores, representantes de empregadores e parlamentares, também abordou a PEC 8/25, que propõe uma jornada de quatro dias de trabalho e três de descanso, com limite máximo de 36 horas semanais e o fim da escala 6×1. A proposta ainda será avaliada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O impacto da proposta e os próximos passos do debate
A possível revisão da jornada 6×1 promete gerar amplas discussões entre trabalhadores, empregadores e o governo. De um lado, representantes sindicais defendem que a mudança traria melhorias significativas para a qualidade de vida, reduzindo o estresse e aumentando a produtividade. Do outro, parte do setor empresarial expressa preocupação com os custos e a adaptação das operações.
Especialistas apontam que a aprovação de uma jornada reduzida exigirá negociações cuidadosas para equilibrar interesses econômicos e sociais. O tema também deve reacender o debate sobre a modernização das relações de trabalho, com foco em produtividade, inovação e bem-estar.






