Trabalhadores de 10 cidades se mobilizaram e foram às ruas no último fim de semana em protesto contra a escala 6×1 — seis dias consecutivos de trabalho para apenas um dia de folga. O objetivo é extinguir esse modelo sem que haja perda salarial. A manifestação reúne trabalhadores, representantes de movimentos sociais, como o Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), além de apoiadores da pauta.
O governo federal defende o fim da escala 6×1. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou durante o seminário Alternativas para o Fim da Escala 6×1, em 10 de novembro, que está disposto a avançar com o projeto na Câmara e que mudanças legais serão necessárias para viabilizar a proposta.
O debate sobre a jornada de trabalho no Brasil voltou a ganhar destaque nos últimos anos, embora tenha origens antigas. Em fevereiro deste ano, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para extinguir a escala 6×1 foi protocolada na Câmara dos Deputados, contando com cerca de 60 assinaturas além do mínimo exigido para apresentar uma emenda constitucional.
A PEC 8/2025, de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-RJ), propõe instituir uma semana de quatro dias de trabalho e três de descanso, reduzindo a carga máxima para 36 horas semanais. Hoje, a medida é o principal instrumento legislativo em discussão sobre a diminuição da jornada de trabalho no país.
No entanto, a proposta enfrenta forte resistência em sua tramitação no Congresso Nacional. Neste domingo, trabalhadores de cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador (BA), Porto Seguro (BA), Vitória (ES), Boa Vista (RR), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Itabuna (BA) e Curitiba (PR) foram às ruas para pressionar pela aprovação da pauta.






