O anúncio recente sobre o fechamento de mais de 300 agências do Bradesco acendeu um sinal de alerta entre milhões de correntistas em todo o país. A medida, que faz parte de uma reestruturação interna do banco, gerou apreensão principalmente entre clientes que dependem do atendimento presencial para resolver questões financeiras.
Segundo informações do portal Sindicário Net, entre julho de 2024 e junho de 2025 o Bradesco encerrou as atividades de 342 agências físicas. No mesmo período, também foram desativados 1.002 postos de atendimento e 127 unidades de negócio. Conforme dados do Dieese, esses números correspondem a 38% de todas as agências bancárias fechadas no país durante esse intervalo.
Em novembro, o Sindicato dos Bancários de Campo Grande (MS), acompanhado por funcionários, realizou um protesto contra o fechamento das agências. A manifestação ocorreu no dia 19, véspera de feriado, na unidade situada no cruzamento das avenidas Afonso Pena e Calógeras.
O movimento ganhou força especialmente porque, mesmo com os fechamentos, o Bradesco continua divulgando lucros bilionários. Segundo a presidente do sindicato, Neide Rodrigues, enquanto os clientes estão sendo redirecionados para outras agências, o mesmo não tem ocorrido com os trabalhadores, que acabam arcando com as consequências das mudanças.
Impacto direto no atendimento e aumento da sobrecarga
Com o fechamento de tantas unidades, muitos clientes relatam dificuldades para conseguir atendimento presencial, especialmente em regiões onde o banco reduziu drasticamente sua estrutura física. Filas maiores, demora nos serviços e deslocamentos mais longos passaram a fazer parte da rotina de quem ainda depende do contato direto com os funcionários.
Para idosos, pessoas com deficiência e moradores de áreas rurais, a mudança tem sido ainda mais desafiadora, já que nem todos conseguem utilizar o aplicativo ou realizar operações digitais. Além disso, o enxugamento da rede gerou uma sobrecarga notável nas agências que permaneceram abertas.






