Em meio às movimentações para a corrida presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que pretende manter o Bolsa Família caso chegue ao Palácio do Planalto. A declaração foi feita nesta quarta-feira (11), durante participação na CEO Conference, evento promovido pelo BTG Pactual.
Segundo o parlamentar, o benefício seguirá ativo “enquanto as pessoas precisarem”. A fala sinaliza que, apesar do discurso voltado à redução do tamanho do Estado, programas de transferência de renda não seriam encerrados em um eventual governo comandado por ele.
Dependência do Estado e corte de gastos
Ao mesmo tempo em que defendeu a continuidade do Bolsa Família, o senador destacou que considera essencial diminuir, gradualmente, a dependência da população em relação ao poder público. Para ele, políticas públicas devem incentivar autonomia financeira.
Flávio citou como referência a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que a meta seria criar condições para que os beneficiários possam “caminhar com as próprias pernas”. Dentro dessa estratégia, a redução de despesas aparece como prioridade.
O senador revelou que já conta com uma equipe técnica para estruturar um plano de contenção de gastos, apelidado por ele de “tesouraço”. Embora não tenha detalhado as medidas, argumentou que o país precisa rever despesas consideradas excessivas e recuperar credibilidade fiscal. Em sua avaliação, o atual modelo fiscal elevou a relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto (PIB).
Privatizações e investimentos estratégicos
Outro ponto abordado foi a política de privatizações. Flávio afirmou que defende a análise individual de cada projeto, evitando decisões generalizadas. A proposta, segundo ele, é avaliar os impactos estratégicos e econômicos antes de qualquer medida.
O senador também mencionou o potencial brasileiro na exploração de terras raras — minerais considerados estratégicos na indústria global. Ele destacou que o Brasil possui uma das maiores reservas do mundo e que o tema exige atenção especial.
Apesar de descartar a criação de novas estatais, Flávio defendeu a ampliação de parcerias público-privadas como alternativa para fomentar investimentos em setores estratégicos.
As declarações integram o posicionamento inicial do pré-candidato, que tenta equilibrar discurso social com promessa de ajuste fiscal e reformas estruturais.
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