O Hamas aceitou a proposta de cessar-fogo na guerra com Israel apresentada pelos mediadores do Egito e do Catar nesta segunda-feira (18). A informação, divulgada inicialmente por agências internacionais, foi confirmada no Facebook por Basem Naim, alto funcionário do grupo. Israel ainda não comentou a decisão.
Segundo uma fonte oficial egípcia ouvida pela Reuters, a proposta prevê a suspensão das operações militares na Faixa de Gaza por 60 dias e é considerada um passo rumo a um acordo abrangente para encerrar a guerra de quase dois anos.
A trégua prevê a libertação de metade dos reféns israelenses mantidos em Gaza em troca de prisioneiros palestinos, segundo a fonte. Outra fonte, próxima às negociações, disse à Reuters que a proposta é quase idêntica a uma apresentada anteriormente pelo enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, já aceita por Israel.
Após o acordo do Hamas com os mediadores, o chanceler egípcio Badr Abdelatty declarou que o país está “pronto” para integrar uma força internacional a ser destacada em Gaza. Cairo também demonstra estar “disposto a contribuir com qualquer esforço internacional em favor da criação de um Estado palestino”.
Um resumo sobre a guerra entre Israel e Hamas
- Início do conflito recente: Escalada em 2023-2024, com ataques de foguetes do Hamas a Israel e bombardeios israelenses na Faixa de Gaza.
- Motivação do Hamas: Retaliação contra ocupação e bloqueios, busca de reconhecimento político e libertação de prisioneiros palestinos.
- Resposta de Israel: Operações militares contra alvos do Hamas em Gaza, visando desarticular infraestrutura militar e retomar segurança.
- Impacto humanitário: Milhares de mortos e feridos, centenas de milhares de deslocados, destruição de infraestrutura civil e hospitais.
- Mediação internacional: Egito, Catar e Estados Unidos atuam como mediadores para tentar acordos de cessar-fogo.
- Propostas recentes: Cessação temporária das hostilidades, troca de prisioneiros e posicionamento de forças internacionais em Gaza.
- Consequências regionais: Tensões no Oriente Médio, impacto político e econômico, e preocupações com segurança em países vizinhos.






