Se episódios envolvendo fraudes com pessoas falecidas já chamam atenção no Brasil, como o caso que ficou conhecido como “tio Paulo”, no Rio de Janeiro, um caso recente ocorrido na Itália levou a situação a um patamar ainda mais insólito. Um homem de 57 anos foi detido após a polícia descobrir que ele manteve o corpo da própria mãe mumificado dentro de casa por quase dois anos, tudo para continuar recebendo o valor da aposentadoria dela.
Corpo escondido e vida fictícia
O suspeito, que não teve o nome revelado pelas autoridades italianas, vivia na pequena cidade de Borgo Vigilio, e era filho de Graziella Dall’Oglio, que morreu em 2022 aos 82 anos. Após o falecimento, o ex-enfermeiro, atualmente desempregado, deixou de comunicar o óbito às autoridades e passou a agir como se a idosa ainda estivesse viva, recebendo regularmente o benefício previdenciário.
A farsa começou a desmoronar quando o documento de identidade da mãe venceu, exigindo renovação presencial. Na tentativa desesperada de manter o esquema, o homem decidiu se caracterizar como a mãe: colocou peruca, maquiagem e vestiu roupas femininas para comparecer ao órgão público. Porém, detalhes físicos, como pelos escuros na nuca e nas mãos, chamaram a atenção dos funcionários.
Descoberta chocante e investigação
Diante das suspeitas, o agente responsável pelo atendimento acionou a polícia. A equipe examinou imagens de câmeras de segurança e constatou que a suposta idosa havia chegado dirigindo o próprio carro, mesmo sem possuir habilitação. A polícia então foi até a residência onde a mãe supostamente vivia e, ao entrar no imóvel, encontrou o corpo mumificado dentro de um armário na área de lavanderia, envolto em sacos de dormir.
As autoridades solicitaram autópsia para esclarecer se houve algum tipo de intervenção na morte de Graziella. Enquanto isso, o homem responde por ocultação de cadáver, fraude contra o Estado, falsidade ideológica e falsificação de documentos.






