Em 2023, a China proibiu o uso de iPhones por funcionários do governo central em 2023. Segundo informações do Wall Street Journal, a medida teria sido comunicada internamente por gestores, por meio de reuniões e grupos de mensagens, sem um anúncio oficial do governo.
A notícia repercutiu rapidamente no mercado financeiro. Na época, as ações da Apple caíram 3,6%, fechando cotadas a US$ 182,91 na Bolsa de Nova York. Foi a maior queda diária da empresa em cerca de um mês. Antes disso, a Apple havia subido 46% no ano.
Regra informal já existia
De acordo com uma fonte que mantinha contato frequente com órgãos do governo chinês, a restrição ao uso de iPhones não era exatamente nova. Segundo o relato, já havia uma regra não escrita antes mesmo da pandemia de Covid-19, orientando autoridades a evitarem aparelhos da Apple, apesar da ausência de uma política formal.
A preferência entre funcionários do governo era por smartphones de fabricantes nacionais, com destaque para a Huawei.
Segurança e tensão geopolítica
A decisão foi vista como uma retaliação a medidas semelhantes tomadas pelos Estados Unidos contra a tecnologia chinesa, como a Huawei e a ZTE da China, que foram sujeitas às restrições dos EUA.
Na época, especialistas alertaram que a proibição poderia ter efeito inibidor não apenas sobre a Apple, mas também sobre outras marcas estrangeiras que atuam no mercado chinês, em um cenário de crescente disputa tecnológica global.






