A busca por sinais de vida inteligente fora da Terra tem fascinado cientistas desde os primeiros passos da humanidade no espaço. Desde que o homem deixou o planeta e passou a explorar o sistema solar, uma das perguntas mais persistentes é: estamos sozinhos no universo?
Décadas de pesquisas, sondas, radiotelescópios e teorias foram dedicadas a encontrar respostas, mas até agora, nenhuma evidência concreta foi encontrada.
Agora, um pesquisador canadense propõe uma nova forma de investigar a possível presença de vida alienígena no nosso próprio “quintal cósmico”.
Já existem naves alienígenas no nosso sistema solar? Cientista propõe como provar
O responsável por essa nova perspectiva é Alex Ellery, professor de engenharia aeroespacial da Universidade Carleton, no Canadá.
Em uma pesquisa recente publicada por meio da Universidade Cornell, Ellery sugere que deveríamos parar de procurar por sinais distantes vindos de outros sistemas estelares, como faz o tradicional programa SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence).
Segundo o professor, o que deveríamos fazer é investigar mais atentamente o nosso próprio sistema solar em busca de vestígios de sondas extraterrestres.
A teoria de Ellery se apoia em um conceito que surgiu ainda no século passado, conhecido como “sondas de Von Neumann”, que seriam máquinas autorreplicantes, capazes de se reproduzirem sozinhas a partir de recursos locais.
Segundo ele, se nós humanos pensamos nisso ainda na década de 1940, uma civilização avançada poderia ter imaginado isso também há século atrás, e já ter enviado essas sondas para explorar diferentes sistemas estelares, inclusive o nosso sistema solar, sem a necessidade de tripulação.
Com tecnologias hoje já familiares para nós, como impressão 3D, automação e inteligência artificial, essa ideia, antes puramente teórica, começa a parecer viável, já que todas essas facilidades poderiam ser utilizadas para autorreplicação.
Naves alienígenas podem ter deixado pistas escondidas no nosso sistema solar, diz o professor
Na prática, Ellery argumenta que essas máquinas, se existirem, podem estar escondidas em locais de difícil acesso, como crateras na Lua, asteroides ou até regiões remotas como o Cinturão de Kuiper.
Ele acredita que, se essas sondas realmente operaram aqui, teriam deixado rastros, chamados de tecnoassinaturas, que poderíamos detectar.
Isso inclui alterações químicas incomuns, sinais de mineração, anomalias radioativas ou até artefatos enterrados intencionalmente, esperando o momento certo para serem descobertos.
A proposta de Ellery muda o foco da busca extraterrestre: do espaço profundo para o espaço próximo. E com as novas missões lunares e avanços na exploração espacial, ele acredita que finalmente temos as ferramentas certas para procurar.
A resposta para uma das maiores questões da humanidade pode estar mais perto do que imaginamos, e no nosso sistema solar.






