A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu, na madrugada desta quarta-feira (15), o gerente de um comércio de bebidas em Porto Alegre. A ação fez parte da Operação Dose Letal, voltada ao combate da venda de produtos adulterados e sem procedência. A prisão foi motivada por informações sobre uma possível vítima de intoxicação por metanol atendida em um hospital da cidade.
O nome do estabelecimento não foi divulgado, mas ele está localizado na zona leste de Porto Alegre. Segundo a polícia, foram apreendidas 44 bebidas, das quais duas tiveram falsificação confirmada. Os produtos serão encaminhados ao Instituto-Geral de Perícias para análise do conteúdo e identificação da substância utilizada na adulteração.
O gerente deverá responder pelo crime de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de substâncias ou produtos alimentícios. A investigação tem como objetivo proteger a saúde pública, fiscalizando estabelecimentos suspeitos de comercializar bebidas sem procedência, com preços muito abaixo do mercado ou com rótulos e lacres falsificados.
Segundo a delegada Milena Simioli, a operação também foi motivada pela preocupação nacional com bebidas falsificadas, especialmente após casos graves envolvendo metanol. A população pode colaborar fornecendo informações pelos canais da Polícia Civil, Procon e Vigilância Sanitária, com denúncias sigilosas pelo 0800 510 2828.
Seis suspeitos foram presos em São Paulo
A Polícia Civil de São Paulo cumpriu, nesta terça-feira, 20 mandados de busca e apreensão em oito cidades, incluindo a capital, a região metropolitana e o interior do estado. Seis suspeitos foram detidos durante a operação, que investiga a adulteração de bebidas.
Em treze dos vinte endereços foram encontradas bebidas possivelmente adulteradas. De acordo com o delegado-geral de Polícia de São Paulo, Artur Dian, ainda é necessário aguardar o resultado da perícia para confirmar a presença de metanol nas bebidas. As prisões ocorreram nos municípios de Guarujá, São José dos Campos e na capital paulista.






