Excomungada por três oportunidades desde 1989 por performances e declarações que incomodaram o Vaticano, a cantora Madonna voltou a provocar polêmica envolvendo a Igreja Católica na última semana. Desta vez, de uma forma mais humanitária do que contestadora.
Através de uma publicação em seu perfil oficial no Instagram na última segunda-feira (11), Madonna fez um apelo ao Papa Leão XIV: que ele visite a Faixa de Gaza para levar “luz às crianças antes que seja tarde demais”. O pedido público e direto ao Pontífice foi feito no aniversário do filho Rocco, que completou 25 anos.
“Santíssimo Padre. Por favor, vá a Gaza e leve sua luz às crianças antes que seja tarde demais. Como mãe, não suporto ver o sofrimento delas. As crianças do mundo pertencem a todos. O Senhor é o único de nós a quem não se pode negar a entrada”, publicou Madonna.
Criada na fé católica romana, Madonna explicou ao Papa que sua mensagem se baseia na convicção de que acordos políticos não resolverão a crise. A cantora afirmou ainda que o melhor presente para o filho naquele dia seria incentivar todos a fazerem o possível para ajudar a salvar as crianças inocentes afetadas pelo conflito em Gaza.
Por fim, Madonna reforçou que seu posicionamento não visa “apontar dedos, colocar culpas ou tomar partido” no conflito, reconhecendo que “todos estão sofrendo. Inclusive as mães dos reféns. Rezo para que elas também sejam libertadas”.
As polêmicas de Madonna com a Igreja Católica
Ao longo da carreira, a cantora se envolveu em polêmicas com a Igreja por usar símbolos religiosos em performances, clipes e álbuns, como o crucifixo em roupas ou o videoclipe de Like a Prayer. Madonna sempre usou símbolos religiosos para provocar discussões sobre fé, poder e sexualidade.
Essas ações geraram críticas e protestos de líderes católicos. Em entrevistas, Madonna já disse que mantém sua fé católica, mas questiona dogmas e práticas da Igreja, defendendo a liberdade de expressão artística.






