A mãe do adolescente investigado pela morte do cão comunitário Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis, falou publicamente pela primeira vez desde o caso. Em entrevista exibida no programa Domingo Espetacular, da Record, neste domingo (8), ela negou que o filho tenha cometido agressões contra o animal e refutou a informação de que a família estaria tentando retirá-lo do país.
Determinação judicial e suspeita de saída do Brasil
Apesar da negativa, a Justiça de Santa Catarina determinou que o passaporte do adolescente seja entregue em até 24 horas. A medida atende a uma solicitação da Polícia Civil, com aval do Ministério Público, após surgirem indícios de que o jovem poderia deixar o Brasil. Segundo os investigadores, a decisão tem caráter preventivo e busca garantir o andamento das apurações.
Versões divergentes durante a investigação
Na entrevista, a mãe também contestou acusações de que teria tentado ocultar provas. A Polícia Civil afirma que, durante o depoimento do adolescente, um boné usado por ele foi repassado à mãe e guardado em sua bolsa. Ela sustenta que apenas pediu que o filho retirasse o acessório por respeito às autoridades presentes e nega qualquer intenção de esconder objetos.
Outro ponto questionado envolve um moletom preto encontrado na bagagem do jovem. A mãe declarou que a peça foi comprada no exterior, mas a polícia afirma que imagens de câmeras de segurança mostram o adolescente usando roupa semelhante no dia das agressões.
Imagens reforçam linha investigativa
A apuração se baseia, principalmente, em registros de câmeras de segurança da região. As imagens mostram o trajeto do cão Orelha e de um grupo de adolescentes nas primeiras horas do dia 4 de janeiro, véspera da morte do animal. Para os investigadores, a sequência indica o momento aproximado das agressões, ainda que não haja gravações diretas do local exato.
Próximos passos do inquérito
A Polícia Civil segue analisando celulares apreendidos e não descarta a participação de outros adolescentes. A expectativa é concluir essa etapa nos próximos dias. O inquérito permanece em andamento, e novas diligências podem ser realizadas conforme o avanço das investigações.






