Situado no interior de São Paulo, o município de Olímpia consolidou-se como um dos principais eixos do turismo global. É lá que opera o Thermas dos Laranjais, que ostenta o título de segundo parque aquático mais frequentado do planeta, sendo superado apenas pelo Chimelong, na China. Com um fluxo que atinge a marca de 2 milhões de visitantes por ano, o empreendimento brasileiro é um motor econômico que gera um faturamento anual de 240 milhões de reais, montante que é sistematicamente reinvestido na modernização e ampliação da sua estrutura.
Investimento em inovação e memória
Inaugurado em 1987, o complexo dispõe atualmente de mais de 60 atividades e está na fase final de montagem do Nações. Este novo setor de toboáguas, desenvolvido com engenharia canadense e 33 metros de altura, recebeu um aporte de 60 milhões de reais. O projeto proporcionará oito tipos de experiências em descidas temáticas que homenageiam Benito Benatti, o idealizador do parque falecido recentemente. A estratégia de renovação constante é defendida pelo atual presidente, Jorge Noronha, que vê na capacidade de surpreender o público o segredo para a fidelização dos banhistas.
Horizonte de crescimento e novos parques
O planejamento estratégico para os próximos anos é ainda mais ousado, prevendo aportes que devem ultrapassar 300 milhões de reais até o fechamento da década. Para sustentar esse avanço, a administração adquiriu uma reserva territorial que triplica a área atual do complexo, com planos concretos para erguer uma segunda unidade de lazer em um futuro próximo. Essa visão de expansão acelerada reflete a filosofia da instituição de nunca interromper o crescimento para se manter competitiva no cenário internacional.
Raízes locais e engenhosidade brasileira
A trajetória do Thermas é um caso clássico de superação. No início da década de 80, Olímpia era uma localidade pequena voltada à citricultura e o parque operava apenas como um clube social de lazer limitado. A descoberta fortuita de águas termais mudou o destino da região. Devido à escassez de recursos iniciais, a equipe precisou inovar, montando uma fábrica própria dentro do parque para confeccionar boias e componentes. Muitas das atrações icônicas foram inspiradas em paisagens naturais, como o Mar Morto e fervedouros do Jalapão ou de Bonito, criando um modelo de negócio autoral que hoje é referência em convenções mundiais do setor.





