De acordo com levantamento da 10ª Delegacia da Polícia Civil, o “golpe do amor” ligado ao bilionário Elon Musk já afetou cerca de 70 pessoas no Rio Grande do Sul. A fraude digital, que se aproveita de promessas de relacionamento amoroso para enganar principalmente idosos, tem causado prejuízos financeiros expressivos e gerado preocupação entre as autoridades locais.
O caso mais recente envolveu uma idosa de 70 anos, residente em Porto Alegre, que perdeu R$ 26 mil ao acreditar que receberia uma caixa de dinheiro pelos Correios. Para isso, foi induzida a pagar supostas taxas alfandegárias, transferindo o valor diretamente ao criminoso.
O contato com o homem começou por meio de redes sociais no início do ano, e desde então eles mantiveram comunicação constante. Durante esse período, a mulher acabou se envolvendo emocionalmente com o suspeito, que utilizava números de telefone do exterior.
Outro caso semelhante ocorreu no Rio Grande do Sul. Uma mulher de 52 anos transferiu cerca de R$ 25 mil para outro estelionatário que dizia estar desempregado e necessitar de ajuda financeira. Esse criminoso chegou a ser identificado pela polícia.
Já no início deste ano, uma idosa de 69 anos também acreditava manter um relacionamento amoroso com Elon Musk. Ela chegou a perder R$ 150 mil ao fazer dois empréstimos e chegou a considerar vender a própria casa para enviar o dinheiro ao golpista. O caso ocorreu em Goiás.
Como funciona o “golpe do Elon Musk”
O chamado “golpe do Elon Musk” é uma fraude digital que explora relacionamentos amorosos ou emocionais para enganar principalmente vítimas idosas, fazendo-as acreditar que estão se conectando com o bilionário ou alguém ligado a ele. Funciona assim:
- Contato inicial: O golpista se aproxima da vítima por redes sociais, aplicativos de mensagens ou e-mails, apresentando-se como Elon Musk ou uma pessoa influente ligada a ele.
- Criação de vínculo emocional: O criminoso mantém longas conversas, finge interesse romântico ou amizade próxima, ganhando a confiança da vítima.
- Pedidos de dinheiro: Depois de criar vínculo, o golpista inventa situações que exigem ajuda financeira, como taxas alfandegárias, empréstimos urgentes, investimentos ou supostas transferências de grandes somas.
- Transferência de valores: A vítima, acreditando na história e querendo ajudar, envia dinheiro por transferência bancária, PIX ou até empréstimos.
- Fraude contínua: Alguns golpistas pedem repetidamente mais dinheiro ou induzem a venda de bens da vítima, mantendo o ciclo da fraude enquanto a vítima acredita estar ajudando alguém próximo.
- Dificuldade de rastrear: Os golpistas costumam usar números internacionais, contas falsas e identidade virtual para dificultar a investigação.






