Além de possibilitar o envio de uma quantidade muito maior de arquivos em comparação ao SMS, o WhatsApp também ganhou destaque por ser um serviço de mensagens gratuito, que depende apenas de uma conexão com a internet para operar.
Entretanto, essa facilidade pode deixar de ser usufruída por alguns usuários, já que nesta quarta-feira (11), a Meta, que é a atual responsável pelo WhatsApp e outras redes sociais, como o Facebook e Instagram, anunciou que começará a cobrar por mensagens enviadas.
A mudança deve impactar principalmente empresas que utilizam o WhatsApp Business, que é uma versão voltada ao uso comercial da plataforma, e que recorrem à API da Meta para integrá-lo a sistemas externos, como CRMs e chatbots.
De acordo com a empresa, o uso destes recursos pode sobrecarregar a infraestrutura da plataforma, principalmente no caso de interações extensivas. Sendo assim, a cobrança pode ajudar a manter o controle e prevenir danos ao funcionamento do WhatsApp.
Agora, empresas precisarão arcar com custos de US$ 0,0625 para mensagens de marketing e US$ 0,0068 para as de autenticação. Já as de serviço, que são iniciadas pelos usuários, permanecerão gratuitas, mas haverá um limite mensal de 1 mil.
Cobranças no WhatsApp podem derivar de decisão judicial
Vale lembrar que, há algum tempo atrás, a Meta tentou restringir chatbots de Inteligência Artificial (IA) de terceiros em plataformas como o WhatsApp Business por meio de alterações em seus termos de uso, com o intuito de favorecer sua própria ferramenta do segmento.
Contudo, o Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) acabou decidindo manter em vigor uma medida preventiva que impediu as ações da empresa, com base na alegação de possíveis práticas anticoncorrenciais.
Só que embora a decisão do Cade tenha impedido bloqueios, as novas tarifas ainda podem representar um obstáculo para algumas empresas, que terão de reavaliar suas estratégias para minimizar impactos nos custos operacionais.






