A ideia de produzir carros elétricos parecia perfeita, com veículos que seriam menos poluentes, com possibilidade de recarregar em casa e tecnologia moderna. Porém, a realidade acabou sendo bem diferente e mais complicada para algumas montadoras, que enfrentaram prejuízos enormes com a produção dos carros elétricos, especialmente no ano passado e no início deste ano.
A indústria automobilística global acumula perdas estimadas em US$ 65 bilhões, causadas por fraca demanda, custos altos de produção e fim de incentivos governamentais. Nos Estados Unidos, Ford, GM e Stellantis tiveram perdas superiores a US$ 50 bilhões, com a GM sozinha registrando US$ 6 bilhões de prejuízo.
Queda na demanda
A redução de incentivos, como o fim do crédito fiscal de US$ 7,5 mil nos Estados Unidos, provocou uma queda de 30% nas vendas de elétricos no quarto trimestre do ano passado. Com isso, as montadoras cancelaram modelos totalmente elétricos e revisaram investimentos, apostando em carros mais baratos ou híbridos, que equilibram custo, aceitação do consumidor e produção.
Concorrência chinesa
O mercado também acaba sendo pressionado por fabricantes chineses, como a BYD, que apresentam preços competitivos. No entanto, dados da consultoria AlixPartners mostram que o cenário pode se tornar dificultoso até para essas montadoras, já que até 2030 estima-se que 90% dos fabricantes de elétricos podem não ser financeiramente viáveis.
Híbridos como solução
Como alternativa para reduzir o prejuízo, as montadoras apostam nos veículos híbridos, que podem ser a melhor solução no curto prazo. Eles combinam motor elétrico e a combustão, custam menos e funcionam melhor onde não há infraestrutura de recarga suficiente.






