De acordo com o Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, o município de Uiramutã, em Roraima, foi considerado a pior cidade para se viver no país entre os 5.570 municípios analisados. Esse índice é uma das principais formas de medir qualidade de vida no país e leva em conta fatores como saúde, educação, saneamento básico, moradia e segurança.
Com uma pontuação de cerca de 42,44 em uma escala que vai até 100, Uiramutã ficou na última posição do ranking nacional.
Onde fica e por que a localização pesa
Uiramutã está localizada no extremo norte de Roraima, em uma região de tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana. O isolamento geográfico é um dos maiores desafios da cidade, já que o acesso a partir de Boa Vista, capital do estado, pode levar de 10 a 12 horas por estradas em grande parte sem asfalto e com pouca infraestrutura.
Essa distância acaba dificultando a chegada de serviços públicos e também torna mais cara a manutenção de estruturas básicas no município.
Principais problemas
Segundo os critérios usados pelo IPS, os piores resultados de Uiramutã estão ligados a vários fatores:
- Saneamento básico insuficiente, com pouca cobertura de rede de esgoto e acesso limitado à água tratada;
- Baixa oferta de saúde e educação, principalmente nas áreas mais afastadas do centro;
- Moradia precária em várias comunidades rurais, com pouca infraestrutura adequada;
- Indicadores sociais baixos com renda reduzida e poucas oportunidades de trabalho;
- Dificuldades de infraestrutura e acesso, que afetam a mobilidade e o desenvolvimento local.
Realidade marcada pela desigualdade
O município tem cerca de 13.751 habitantes, mas essa população está espalhada em um território muito grande, o que faz com que quase não haja concentração de pessoas em um mesmo lugar. Por isso, a densidade populacional é muito baixa, com menos de 1 habitante por km². Assim, a posição no ranking se explica pela combinação de fatores que tornam o desenvolvimento da cidade mais difícil.






