O Banco do Nordeste suspendeu temporariamente o serviço de Pix na última segunda-feira (26) após ser alvo de um ataque cibernético. A interrupção ocorreu como medida de segurança enquanto equipes técnicas apuraram a origem do ataque e avaliaram possíveis impactos. Segundo a instituição, não houve prejuízo financeiro nem vazamento de dados de clientes.
De acordo com informações divulgadas pelo banco, o incidente foi identificado quando movimentações irregulares, feitas em uma conta bolsão de uma prestadora de serviço, chamaram a atenção dos sistemas de monitoramento. As contas são usadas por fintechs menores e não têm acesso direto ao Sistema Brasileiro de Pagamentos. A partir da constatação, os protocolos de segurança foram acionados e o Banco Central foi comunicado para acompanhar a apuração e os procedimentos adotados.
O Banco do Nordeste informou que o ataque explorou uma vulnerabilidade nesse prestador de serviços vinculado ao sistema de transações, e não diretamente na estrutura central da instituição. Ainda assim, por cautela, o funcionamento do Pix foi interrompido temporariamente.
A instituição reforçou que, até o momento, não foram identificados acessos indevidos às contas dos clientes nem qualquer tipo de comprometimento de dados pessoais ou financeiros. As equipes técnicas seguem investigando o incidente para compreender como a vulnerabilidade foi explorada e quais ajustes serão necessários antes da retomada completa do serviço.
Retomada condicionada à segurança do sistema
Ao adotar a medida de suspender do Pix, o Banco do Nordeste afirmou que a prioridade era a segurança das transações. A instituição reiterou seu compromisso com a transparência e informou que manterá clientes, acionistas e o mercado atualizados sobre eventuais novos desdobramentos.
Embora o impacto direto aos clientes tenha sido descartado, o episódio evidencia a importância de monitoramento constante das instituições financeiras e órgãos reguladores.






