O Pix se consolidou como o meio de pagamento mais utilizado no Brasil, revolucionando a forma como milhões de pessoas realizam transferências e pagamentos no dia a dia. Sua praticidade e gratuidade foram determinantes para a rápida adoção, mas, recentemente, tem ganhado destaque a discussão sobre a possibilidade de cobrança de taxas pelo serviço.
Diante das dúvidas e especulações, o Banco Central se pronunciou para esclarecer como funcionam as regras atuais e o que pode ou não mudar em relação à tarifação do Pix. De acordo com a instituição, pessoas físicas não pagam tarifas e o serviço continuará gratuito, uma vez que seu propósito é justamente democratizar as formas de pagamento.
No entanto, em operações específicas, algumas cobranças podem sim ser executadas. São três os casos principais: uso de canais presenciais ou telefônicos, recebimento acima de 30 transferências mensais e operações de empresas (pessoas jurídicas).
Atualmente, o número diário de transações Pix em dias de pico gira em torno de 200 a 280 milhões, com 276,7 milhões sendo o recorde mais recente e registrado em junho deste ano. Um mês depois, a tecnologia entrou no radar do governo de Donald Trump, com os Estados Unidos abrindo uma investigação comercial alegando que o Brasil favorecia serviços domésticos.
Nova modalidade de Pix chegará em setembro
O Banco Central confirmou que deve disponibilizar o PIX parcelado a partir de setembro deste ano. A medida pode oferecer uma alternativa ao cartão de crédito e permitirá que o consumidor possa parcelar uma operação PIX, enquanto o vendedor recebe o valor total no momento da compra.
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, afirmou que o PIX Parcelado vai aumentar o uso dessa ferramenta no varejo, ou seja, nas vendas de produtos e serviços. Ele ainda acrescentou que a modalidade poderá ser utilizada por 60 milhões de pessoas que atualmente não têm acesso ao cartão de crédito.






